terça-feira, 26 de maio de 2015

Poema: Dor de Amor


  
Dor de amor


É a pessoa amada ausente
Angústia latente
Estado de descontente
Sentimento rude e persistente

Via de contramão
Câncer do coração
Persistente inimiga
Derradeira ferida

Sem especialista
Estudiosos, médicos
Cura, remédio
Ou mero analgésico

Imenso suplicio
Lagrimas trazem consigo
Qualquer horário
Lugares distintos

Se sábio evitaria
Entregar-me por completo
Comedido supérfluo
Desprovido de afeto

Recusaria tua visão
Inicial sensação
Manteria o pé no chão
Destino em minhas mãos

Utilizaria a razão
Nada de sentimento
Puro pensamento
Sem coração

Porém...

Perderia a identidade
Seria maquina
Sem prazer e vontade
Vivendo na mediocridade

Digo... melhor GRITO
Oh dor se esqueça de mim
Perca meu telefone
Esqueça meu sobrenome

Sempre terá um começo
Uma nova estação
Avassaladora paixão
Benigno apreço

A bela visão
Prazeroso ensejo
Supremo desejo
Sua aceitação

Roberto Albano



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